quarta-feira, 19 de maio de 2010

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Na vista de uma linda paisagem

Desconhece-se tal miragem

No encontro de uma fábula.

 

Com a ajuda dos dias

Confunde-se um ser

Que emigra da alma

A fim de um lugar

Ao leito do interdito

 

E um vento sopra

Da ilustre visão

Balançando anseio.

 

A beleza que acende

Está em um álibi que transparece

Sem existir

Na existência de caminhos

De areia e poeira

Escondendo o desvairado

No poema.

 


segunda-feira, 17 de maio de 2010


Minha cabeça é cheia de letras

No rabisco de uma tentativa
Do início de uma introdução,

No esboço melódico das verdades,
Que tende a se pronunciar
Acima das cobiças,
Alegres e tristes composições.

Guardanapo se pousa para tinta
Como palco da valsa da caneta,
Tornando-se um improviso,
Um canal de sentimentos
Na ordem da cabeça.

Quando flui algo assim
Já partiu além dos olhares
Uma feição

Degustando um pouco
Da magia natural dos versos
Na pureza da colheita dos ensejos
Em uma obediência
Que trata bem
O início e o término
Dos poemas.

Seguindo o proveito
Do repente de inspiração,
Respeitando a hora de finalizar
No momento
Que se juntam as letras.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Viver a felicidade ao teu lado

Viver a felicidade ao teu lado
É sonhar acordado
E acordar sonhando

É desfrutar de tudo que é mais belo
E sentir leves aromas
Ao suspirar em pleno sorriso seu

É ser acompanhado por uma vida
De planos e certezas.
É renascer a cada beijo,
Em uma paisagem reservada pra nós

É contar com as palavras
Mesmo na percepção dos limites
Que elas têm

É percorrer um universo
De pensamentos
Em abrigos de abraços

É transparecer tudo em atitudes
E não encontrar o completo alívio
Nas maneiras de dizer

É contar para o mundo
Que esse planeta
Não seria o mesmo
Sem tua preciosa contribuição

É conceder alma aos poemas
E notar que pensar em ti
Torna-me um poeta feliz.

Viver a felicidade ao teu lado,
É me permitir a viver contigo!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

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domingo, 20 de setembro de 2009

Camuflagem em frágeis pedras



Há um campo extremo da aflição, onde nada é mais importante que a saída de uma imaginária expressão. Seres habitantes desse lugar tão sombrio e ao mesmo tempo claro, aparentemente leve, expõem-se dentro de uma louca e diferente atração correspondente a dificuldade de mostrar a alma. Uma natural busca para a camuflagem transparente, decifrada como um acessível entendimento aos olhos dos mais sensíveis, normais e atuantes na vida sentimental explicita.
Essas britas atingem pedaços de carne, porém a mistura desse encontro transparece o fundo dos interiores através de olhares que entregam as armas de plena contradição, em um momento de luta, a batalha dos sentimentos engasgados por receio ou timidez.
Dentro de uma falsa força, escondem-se. Por trás de frágeis pedras, protegem-se, asseguram-se no inseguro,mas vivem seus melhores sentimentos!

quarta-feira, 24 de junho de 2009



A verdadeira força do seu coração está na fragilidade que o torna sensível. Coração forte é aquele que vive de sentimentos e amadurece sua riqueza vivenciando dentro de si a pureza do que é amar.

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